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terça-feira, 22 de janeiro de 2019

JESUS CRISTO: VIOLADOR DO SÁBADO?


Cristo observava o sábado não apenas para aproveitar a reunião dos judeus e a eles pregar, mas porque era um preceito da lei de Deus à qual obedecia plenamente. Caso contrário, como poderia alegar mais tarde: “Eu tenho guardado os mandamentos de Meu Pai” (S. João 15:10). Tampouco poderia ter feito à afirmação seguinte, acompanhada de imperativa recomendação: “Não pensem que eu vim acabar com a Lei de Moisés e os ensinos dos profetas. Não vim acabar com eles, e sim lhes dar o verdadeiro sentido. Lembrem-se disto: Enquanto o céu e a Terra durarem, nada será tirado da Lei – nem a menor letra, nem qualquer acento. E assim será até o fim de todas as coisas. Portanto, qualquer um que desobedecer ao menor mandamento e ensinar os outros a fazer o mesmo, será considerado o menor no Reino do Céu. Por outro lado, quem obedecer à Lei e ensinar os outros a fazer o mesmo, será grande no Reino do Céu” (S. Mateus 5:17-19).

Ao ser acusado de transgredir o sábado por realizar curas nesse dia Ele Se defendia das acusações declarando realizar apenas atos lícitos.

A palavra “lícito” significa “de acordo com a lei”. Ele demonstrava que a prática de atos de misericórdia nesse dia não constituía transgressão da lei de Deus que tem por base o amor. Assim é que os hospitais adventistas por todo o mundo continuam prestando assistência aos enfermos no dia de sábado porque “é lícito... fazer o bem no sábado”. O que Cristo combatia não era o fato de os judeus observarem o sábado, e sim o fato de guardarem o dia de sábado erroneamente, com extremismos infundados. O mesmo problema existia com respeito a outros mandamentos (ver S. Marcos 7:9 a 13). Ele, portanto, não aboliu nem desrespeitou o mandamento que estabeleceu na criação. Antes corrigia a maneira de observar o dia do Senhor.

Nos dias de Cristo, o respeito a este mandamento da parte dos chefes religiosos, ultraconservadores, era extremo. Como não poderia deixar de acontecer, o Mestre muitas vezes entrou em choque com eles em razão de Sua atitude quanto à observância sabática. 

O “mishnah”, coleção de antigas leis tradicionais do judaísmo, por exemplo, alinha 39 espécies de trabalhos que, na determinação dos líderes religiosos, não se podia realizar no sábado. Entre tais se proibiam: atar ou desatar um nó, escrever até duas letras do alfabeto ou apagar um espaço que permitisse escrever duas letras, acender ou apagar fogo, percorrer distância superior a aproximadamente 1 km, etc. Considerava-se também transgressão olhar para um espelho dependurado numa parede. Um ovo que uma galinha botasse no sábado podia ser vendido a um não-judeu, e este podia ser contratado para acender uma lâmpada ou o fogo nesse dia. Era considerado pecado o expectorar sobre a relva, pois isto implicaria irrigação de plantas. Não se permitia transportar um lenço aos sábados, a menos que tivesse uma das pontas cosida à roupa. Nesse caso não mais seria tecnicamente um lenço, e sim uma parte do vestuário.

Os rabis judaicos faziam absoluta questão dessas normas com todas as minúcias, e ao realçarem dessa maneira uma religiosidade negativa, baseada em proibições desmedidas, magnificavam as formas exteriores em detrimento de sua substância espiritual. 

“Na cura da mão mirrada”, escreve a escritora Ellen G. White no livro O Desejado de Todas as Nações, “Jesus condenou o costume dos judeus, e colocou o quarto mandamento no lugar que Deus lhe destinara. ‘É (...) lícito fazer bem nos sábados’, declarou Ele. Pondo à margem as absurdas restrições dos judeus, Cristo honrou o sábado, ao passo que os que dEle se queixavam estavam desonrando o santo dia de Deus”. 

Na concepção daquele povo escravizado pelo legalismo de seus dirigentes, o sábado não servia ao propósito para o qual fora inicialmente designado, ou seja – conceder ao homem uma oportunidade de comunhão mais plena com seu Autor pela dedicação de tempo à Sua adoração. Em vez de ser o memorial da criação, tornou-se uma recordação semanal da implacável autoridade, egoística e arbitrária, dos escribas e fariseus. Desse modo, Deus não poderia ser realmente honrado. Os sacerdotes que acusaram Cristo de violar o sábado foram os mesmos que o levaram para a cruz. 

A Bíblia revela que a acusação assacada a Cristo foi das mais graves, tendo em vista a importância que os judeus, zelosos de suas tradições, atribuíam aquele dia. Acusavam-nO de que “violava o sábado” (João 5:18). Ainda hoje há quem dela se prevaleça para justificar certas atitudes quanto ao quarto mandamento da Lei de Deus. 

A análise de alguns episódios bíblicos que revelam o comportamento do Senhor no sábado, expõe o grande ódio que contra Ele nutriam os acusadores, e traz em cena um Mestre sempre argumentando em defesa própria ou na de Seus discípulos, desmascarando, por outro lado, a hipocrisia e falsa hermenêutica dos pretensos “intérpretes da lei” de Seu tempo. 

Uma das profecias messiânicas, emitida por Isaías cerca de 700 anos antes, aponta ao Cristo dizendo: “O Senhor Se agradou à causa da justiça dEle; engrandecerá Ele a lei, e à fará ilustre” (Isaías 42:21). Cristo cumpriu esta profecia. Engrandeceu a Lei em Seu sermão do monte, aplicando seus princípios aos motivos íntimos do coração e não só aos atos exteriores (ver S. Mateus 5:17, 20 e 21). Acima de tudo, porém, Ele a engrandeceu por vive-la integralmente em Sua vida, que representava a própria justiça da lei encarnada.

Aos que o invectivavam, pôde exclamar sem temor contestação: “Qual de vocês pode provar que Eu tenho algum pecado?” (S. João 8:46). É importante notar que todo o conflito de Cristo com os opositores judeus não era quanto à validade da guarda do sétimo dia, mas sim quanto à validade de sua legislação sobre a guarda desse dia. Ele realmente violou o sábado, porém não aquele por Ele próprio estabelecido no Éden, pelo que é “Senhor do Sábado. Violou o sábado falsificado dos fariseus sobre quem declarou: “Vocês abandonam o mandamento de Deus e obedecem aos ensinos dos homens. Vocês conseguem sempre um jeito de pôr de lado o mandamento de Deus para seguir aos seus próprios ensinos” (S. Marcos 7:8 e 9). 

Ainda hoje há falsificação dos mandamentos de Deus, assim como aqueles que antepõem tradições humanas ao “assim diz o Senhor” das Escrituras. E o quarto mandamento, que ordena, “Lembra-te do dia de sábado para o santificar” tem sido, mais do que qualquer outro, alvo de tal adulteração. Não se deixe levar pelas tradições dos religionistas de nosso tempo. Siga, antes, o exemplo de Jesus que “segundo o Seu costume” ia cada sábado à casa de oração adorar o Pai celeste (ver S. Lucas 4:16 e 6:6) 

A ESPERANÇA DE ISRAEL


Anos atrás, o dr. Louis Finkelstein, presidente do Seminário Teológico Judaico de Nova Iorque, expressou sua esperança em um renascimento espiritual do judaísmo na América. No entanto, o mais importante é voltar para Deus.


Numa viagem ao Oriente Médio, o escritor e jornalista Roy Allan Anderson, descobriu entre os judeus residentes na Palestina, que muitos não tinham o conhecimento do Deus de seus pais. Alguns diziam com ênfase: “Não queremos instrução religiosa. Não temos nem rabinos e nem Bíblia, e não queremos ter nenhum”. Não é difícil ver que o Sionismo não é um movimento religioso, mas é inspirado em grande medida por sentimentalismo e política.

Contudo, Deus há de ter um povo que O sirva, pois está escrito: “Os restantes de Israel não cometerão iniquidade, nem proferirão mentira, e na sua boca não se achará língua enganosa” (Sofonias 3:13). “Um Renovo justo reinará, e agirá sabiamente, e executará o juízo e a justiça na Terra... Será este o Seu nome, com que será chamado: Senhor Justiça Nossa” (Jeremias 23:5 e 6). 

Muitos sábios influentes entre os judeus reconhecem o significado maior dessas profecias. Um deles é o Rabino Daniel Zion, um rabino búlgaro amplamente divulgado que tem pregado que Jesus de Nazaré foi de fato o Messias. No início da década de 70, esse rabino vivia em Israel, e seu coração ardia de paixão pela salvação de sua própria gente. Outros mestres entre os judeus compartilham suas ideias.

Haverá um despertamento espiritual entre o antigo povo de Deus. Através dos séculos têm sido os judeus o objeto de amarga aversão e perseguição até mesmo por alguns que se chamavam cristãos. Foi a Rainha Vitória, da Inglaterra, a primeira a remover por força de decreto real toda a desvantagem dos judeus. Isto ocorreu em 1833, e marcou o início de um novo dia de oportunidade para os judeus.

É necessário que haja um ajustamento pacífico com os árabes; porém, acima de tudo um ajustamento com Deus. As Escrituras revelam que deste perseguido povo do passado procederá uma poderosa hoste para a glória de Deus, da qual muitos terão uma parte definida na obra final do evangelho. “Haverá muitos conversos entre os judeus, e esses conversos ajudarão a preparar o caminho do Senhor, e fazer no deserto caminho direito para nosso Deus”. 

O Antigo Testamento encerra com esta grande promessa: “Para vós outros que temeis o Meu nome nascerá o Sol da justiça, trazendo salvação nas Suas asas” (Malaquias 4:2). Ele virá com salvação , mas virá também com purificação do pecado, pois lemos em Malaquias 3:3: “Assentar-Se-á, como derretedor e purificador de prata; purificará os filhos de Levi... eles trarão ao Senhor justas ofertas”. Somente os que são purificados por Deus são justos.

Um maravilhoso futuro está diante de Israel. No entanto, o verdadeiro Israel de Deus são aqueles que se apartam do mal e se apoderam de Seu concerto. Já no final da história humana haverá um remanescente que revelará a glória de Deus em sua vida. Eles terão uma grande parte na apresentação da mensagem de salvação ao mundo. Eles estarão entre os atalaias ou guardas que erguem a voz proclamando a salvação a “todas as nações; e todos os confins da Terra verão a salvação do nosso Deus” (Isaías 52:8-10).

Com seu belo templo destruído, sua cidade em ruínas, seu solo pátrio ocupado por legiões romanas e o governo sob a tutela de César, os judeus tornaram-se um povo espalhado e desprezado, porém nunca esquecido por Deus. Nos dias da antiguidade, “em toda a angústia deles foi Ele angustiado, e o Anjo da Sua presença os salvou; pelo Seu amor e pela Sua compaixão Ele os remiu” (Isaías 63:9).

Assim tem sido sempre. Embora os homens possam esquecer-se de Deus, Ele nunca os esquece. Embora aborreça a transgressão, ama o pecador. Está sempre desejoso de tomar os errantes de volta em Seus braços de amor e a porta da salvação está sempre aberta a quantos se arrependam das iniquidades.

Os gentios devem sempre ter em mente que a primeira comunidade cristã foi quase inteiramente constituída por judeus; que o Senhor Jesus Cristo pertenceu à tribo de Judá e à linhagem de Davi; que tanto o Velho como o Novo Testamento foram escritos por judeus; que “a adoção e também a glória, as alianças, a legislação, o culto e as promessas” (Romanos 9:4) foram dados a Israel em custódia, para benefício de todos os moradores da Terra. 

“A salvação vem dos judeus” (João 4:22), proclamou o próprio Cristo que representava o “descendente” especial que Deus referira em Sua promessa a Abraão. “Ora”, explica São Paulo, “as promessas foram feitas a Abraão e ao seu descendente. Não diz: E aos descendentes, como se falando de muitos, porém como de um só: E ao teu descendente, que é Cristo” (Gálatas 3:16). Assim é que agora há esperança tanto para judeus como para gentios, portanto, “não pode haver judeu nem grego; nem escravo nem liberto; nem homem nem mulher; porque todos vós sois um em Cristo Jesus” (Gálatas 3:28). 

Seria a moderna nação judaica um retorno à justiça, uma volta a Deus por parte dos descendentes naturais de Abraão, Isaque e Jacó? Seria o atual Estado de Israel o cumprimento da promessa feita ao patriarca da fé e às doze tribos? Seria essa a “nação dos salvos” que algum dia percorrerá as ruas de ouro na cidade de luz? Seria o início do Reino Eterno que encherá a Terra com a glória do Senhor profetizado nas Escrituras? Quem vem a ser a “esperança de Israel” e sobre, que esperança os profetas e apóstolos falaram? Respondendo em parte a tais indagações, reportemo-nos a um episódio narrado no Novo Testamento.

Como prisioneiro, o apóstolo Paulo era levado perante o rei Agripa , e em sua defesa, declara: “E agora estou sendo julgado por causa da esperança da promessa que por Deus foi feita a nossos pais, a qual as nossas doze tribos, servindo a Deus fervorosamente de noite e dia, almejam alcançar; é no tocante a esta esperança, ó rei, que eu sou acusado pelos judeus”. A seguir, revela o teor e o ponto central da tal esperança ao perguntar: “Por que se julga incrível entre vós que Deus ressuscite os mortos?” (Atos 26:6-8).

A esperança de Israel e do mundo, portanto, não deve repousar sobre este mundo de lágrimas, dor e morte; não num mundo onde o ódio, o preconceito e o temor se fazem presentes de todo o lado; não num mundo em que as limitações e sofrimentos impedem a felicidade humana, e sim num mundo feito novo, onde a desolação e a sepultura estarão para sempre banidas. O patriarca Abraão realmente compartilhava dessa esperança, “porque aguardava a cidade que tem fundamentos, da qual Deus é o arquiteto e edificador” (Hebreus 11:10) 

O QUE É A VIDA?


A estática majestade dos bosques de pinheiros, o brilho e beleza da mariposa e da orquídea, o movimento gracioso da truta ao deslizar por um riacho da montanha, a gaivota em suas curvas aéreas e a astúcia da raposa sempre foram motivos de reverente admiração. O homem, fascinado e intrigado pela vida e pelas coisas da vida, expressa seu deleite em prosa e verso.

Em tempos já bem remotos, Salomão também “discorreu sobre todas as plantas, desde o cedro que está no Líbano até ao hissopo que brota do muro; também falou dos animais e das aves, dos répteis e dos peixes. De todos os povos vinha gente a ouvir a sabedoria de Salomão, e também enviados de todos os reis da Terra que tinham ouvido da sua sabedoria”. Todavia que é a vida? Quando o biólogo J. Huxley declara num conhecido livro que “a vida não é uma energia especial”, expressa dogmaticamente uma declaração de fé que representa a crença da maior parte dos biólogos de hoje.

A vida, sua manutenção, é somente um processo que segue uma vida natural, numa específica e complexa ordenação de matéria. De acordo com seu ponto de vista, a vida pode ser interpretada e definida em termos de física e química. Esse critério, cuja força baseia-se na estrutura orgânica da matéria, é conhecido como “materialismo” ou “mecanicismo”, e seus seguidores são geralmente chamados de “materialistas” ou “mecanicista”. Nesses últimos anos, muitos dos até agora considerados mistérios do processo vital têm falado alto no laboratório de investigação. Em consequência, os materialistas aguardavam com confiança que eventualmente se pudesse provar que a vida provém estritamente da constituição da matéria.

Muitos cientistas aguardavam com ansiedade o investigador que criaria a vida num tubo de ensaio. Outros estudiosos creem que embora a vida se manifeste em um processo que se comporta em harmonia com as leis naturais, e embora os seres vivos revelem ordenamento específico de elementos e componentes, há ainda algo mais, além do químico e do físico, que provê a “chama”, “essência” ou energia vital. Isto é o que procede de Deus. A compreensão inteligente dos segredos da vida é tão esquiva que por séculos tem desafiado milhares de brilhantes investigadores. Que ensina a Bíblia acerca da natureza da vida? Deus como criador de todas as coisas é um de seus temas centrais (veja-se Gênesis 1 e 2; Êxodo 20:11; Isaías 40:43; S. João 1:1-3).

Os profetas indicam a Deus como o poder do qual dependem continuamente o mundo e a vida. São Paulo declara: “Nele vivemos, e nos movemos, e existimos”. E o autor do livro de Hebreus aponta a Cristo como Aquele que “sustenta todas as coisas com a palavra de Seu poder”. A Bíblia dá por assentado o fato de que o permanente poder divino é o que sustenta a Natureza.

TABELA DE CONVERSÃO PROFETIVA


COMO VENCER A TENTAÇÃO SEXUAL?


No Brasil, há 22 milhões de pessoas consomem pornografia. 

O sexo se tornou o deus deste século. Nunca foi tão fácil ter acesso a conteúdos sexuais explícitos como hoje em dia. As ofertas são enormes e o anonimato da internet favorece [e muito] ao vício. Mas qual o problema disso tudo? O que há de errado com a sexualidade dos cristãos nos dias de hoje?

Partindo da premissa bíblica, as práticas sexuais devem ser voltadas para marido e mulher devidamente casados, o que foge disso é considerado adultério, portanto pecado. Além da questão espiritual, o vício em pornografia também desencadeia uma série de prejuízos orgânicos que vão desde a disfunção erétil, até a confusão com a orientação de gênero e a perda da atratividade sexual.

No Brasil, há 22 milhões de pessoas que assumem consumir pornografia. Desse percentual, 76% são homens e 24% são mulheres. Os números são da Quantas Pesquisas e Estudos de Mercado.

Deus não se opõe ao sexo. Ele é tão favorável que não quer que tropecemos cegamente em uma atividade sexual que nos privará posteriormente de boa parte do que o sexo oferece quando é utilizado no lugar correspondente.

A convicção de que uma experiência sexual antes do casamento ajuda a ser um melhor parceiro posteriormente, é um dos mitos sexuais que mais danos tem causado.

Se o sexo não fosse mais que um acontecimento no qual cada um se dedicasse a demonstrar as habilidades adquiridas, haveria algo de certo nesta afirmação; mas o papel do sexo na vida do cristão é outro. Consiste no desenvolvimento da unidade entre o casal.

Quanto maior a promiscuidade, menores serão as possibilidades de amar na forma profunda e aberta como Deus deseja.

Isto não significa que se o indivíduo já experimentou casualmente o sexo, sua situação não tem remédio. Não! O interesse de Deus em perdoá-lo e a capacidade de remediar as coisas mal feitas não conhecem limites. Contudo, não se podem evitar os resultados da promiscuidade.

O inocente jogo de descobrir as dimensões da sexualidade, nunca poderá ser compartilhado por um esposo e uma esposa que mantiveram relações pré-matrimoniais, mesmo de forma esporádica. A singela experiência de ultrapassar o último limite – um presente divino dado unicamente para ser vivido no matrimônio – já não existe então; e os cônjuges devem sofrer os prejuízos.

As admoestações bíblicas acerca da conduta sexual não são intencionalmente restritivas. Deus não se opõe ao sexo; ao contrário. Ele é tão favorável que não quer que tropecemos cegamente em uma atividade sexual que nos privará posteriormente de boa parte do que o sexo oferece quando é utilizado no lugar correspondente. E este lugar, segundo a Bíblia, é o casamento.

Que fazer, então, diante das constantes tentações que devemos enfrentar, produto de situações eróticas excitantes? Quem disser que tem uma solução simples e fácil para resistir às tentações que surgem ante as atrações e facilidades que levam as pessoas a entabularem relações sexuais, certamente o diz porque perdeu todo contato com a realidade.

Mas seja qual for a resposta, os conselhos ou advertências que fizermos, no fundo, todos têm o mesmo objetivo: resistir ao diabo. Em outras palavras, a única forma de obter a vitória quando surge a tentação é ser forte. Cerrar os dentes e olhar para outro lado.

Muitas pessoas têm uma força incrível. Mas de que adianta isto se você é fraco? Já está comprovado em mais de uma ocasião quão poucas forças você tem. Que fazer então?

O apóstolo Tiago escreveu: “Sujeitai-vos, portanto a Deus; mas resisti ao diabo, e ele fugirá de vós” (S. Tiago 4:7). Dois passos: (1) submeter-se a Deus, e logo (2) resistir a Satanás.

Contudo, lutar com Satanás, sem ter experimentado previamente a verdadeira experiência da entrega a Deus, é como enfrentar um tanque de guerra com as mãos vazias. Não podemos organizar nossa resistência a menos que nos tenhamos entregue totalmente a Cristo. 

Como consegui-lo? Vamos encontrar a resposta compreendendo melhor em que consiste a entrega a Deus.

1. Entregar-se implica admitir a incapacidade para encontrar o caminho correto que permita satisfazer as necessidades mais íntimas. Isto significa que você:

a) Entrega a Deus a sua vida.
b) Pede-Lhe que tome conta dela.
c) Confia em que Ele satisfará todas as suas necessidades e permitirá que as coisas cooperem para o seu bem.

2. A verdadeira sujeição é uma mescla de fé, esperança e amor.

a) Baseie sua sujeição a Deus na fé; fé em que Deus o ama e o conduzirá da mesma maneira que você faria se tivesse perspectiva da eternidade.
b) Mantenha essa sujeição pela esperança em uma vida abundante, plena de satisfações.
c) Renove-se sua sujeição por amor. O amor que você sabe que Deus lhe tem, e o amor cada vez maior que você irá sentindo por Ele à medida que O fizer seu melhor amigo.

3. Eis alguns dos resultados práticos:

a) Uma vez entregue completamente a Deus, você já não terá qualquer pressa em satisfazer suas necessidades diante de uma forte tentação. Agora é o próprio Deus quem cuidará disto!
b) Você não terá que provar sua masculinidade ou feminilidade tomando a iniciativa e respondendo a uma insinuação sexual. A preocupação de sentir-se aprovado pelo grupo de amigos desaparecerá à medida que aumentar sua segurança de que é aceito por Deus. 

4. Como relacionar-se com rapazes de sua idade que estão participando de atividades sexuais indevidas?

Se você ainda não sucumbiu ante as fortes tentações, não tem por que sentir-se inferior diante da pretensa maturidade daqueles que já mantiveram relações pré-matrimoniais. O que eles têm ganho não tem nenhum valor, e ainda pagarão por isso um alto preço.

Contudo, o fato de você ainda não ter caído não é motivo para considerar-se “santo” e com suficiente força de vontade. Muito do que tem passado por vitória não é mais que a falta de oportunidade... Não importa se você tem sido tentado ou não, lembre-se que toda força que você possa ter provém de Deus. 

5. Depois de entregar sua vida a Cristo, preocupe-se em estabelecer uma nova relação com Deus.

a) Inicie e mantenha esta nova relação apoiando-se na leitura e na oração. Leia a Bíblia. Nem os livros devocionais, nem qualquer outro tipo de leitura inspiradora podem substituí-la.
b) Contemple a Cristo nela. Contemplando-O você será transformado. Você se nutrirá de Cristo, e ao invés de viver obcecado por vencer as tentações sexuais, estará obcecado em contemplá-Lo, permitindo que Seu caráter (tal como está revelado na Bíblia) seja o seu (II Coríntios 3:18).

6. Agora que você entregou sua vida a Cristo e começou a caminhar ao Seu lado, as seguintes sugestões podem ser-lhe de grande utilidade: 

a) Viva de tal maneira que os outros não busquem sua companhia apenas por interesse sexual.
b) Evite todas as situações que possam estimulá-lo sexualmente (revistas, filmes, internet ou amizades sem sólidos princípios morais). 
c) Queime suas energias praticando esporte ou participando de alguma atividade recreativa, como a música, a pintura, etc. Há um velho ditado que diz: “Mente desocupada é oficina do diabo”.
d) Evite todo tipo de literatura ou entretenimento sexualmente excitante. Satanás não precisa de ajuda.

7. Não permita que o sentimento de culpa o atormente.

Se você pediu a Deus que o perdoe e Lhe confessou seus pecados e a falta de confiança nEle, tenha a certeza de que Ele repreenderá o diabo, vencendo-o como tem feito até aqui. Em vez de ficar obcecado pelos pecados, preocupe-se em submergir na corrente purificadora do perdão divino.

O sexo é um dos maravilhosos dons que o Criador deu à humanidade. Seu valor é alto demais para permitirmos que Satanás o corrompa em nossas vidas. Assim como ele transforma o bem em mal, Deus, com poder maior, está atuando para transformar o caos em que convertemos nossas vidas, em algo bom e digno. Ele anseia realizar isto em você. Por que não Lhe dar uma oportunidade? 

O QUE O SÁBADO SIGNIFICA PARA O HOMEM


Jesus Cristo declarou que “o sábado foi estabelecido por causa do homem, e não o homem por causa do sábado; de sorte que o Filho do homem é Senhor também do sábado” (Marcos 2:27, 28).

E não somente foi o sábado “estabelecido por causa do homem”, mas foi feito também por esta Pessoa verdadeira que a Si mesma Se declara ser “Senhor” “também do sábado”; e, quanto a Cristo, São João nos assegura que “todas as coisas foram feitas por intermédio dEle, e sem Ele nada do que foi feito se fez” (João 1:3). 

Assim, desde que o sábado “foi estabelecido”, e desde que “sem Ele (Cristo) nada do que foi feito se fez”, segue-se que Jesus em pessoa foi o Criador do sábado, razão verdadeira por que também Lhe assiste o direito à distinção de ser “Senhor também do sábado”.

Declarando, pois, o Autor do sábado, que este não foi feito primeiramente para Ele, mas “por causa do homem”, devemos encontrar no sábado virtudes particulares que são dignas da sua criação como uma bênção para a humanidade. Nosso Deus nos proporciona o melhor que a mente infinita pode produzir. Ele nos dá as maiores bênçãos; e nenhum substituinte pode igualar aquilo que Deus fez a favor do homem.

O sábado tem uma base toda peculiar e especial. Ele comemora a criação, ensinando ao homem que é de origem divina, que tem um Pai celestial, e que não foi trazido à existência por mero acaso ou processo evolucionista. 

Pelo Seu poder e sabedoria fez Jeová tudo quanto existe nos céus e na Terra. Mas o pecado penetrou na criação perfeita de Deus. Os homens, embora “tendo conhecimento de Deus não O glorificaram como Deus, nem Lhe deram graças, antes se tornaram nulos em seus próprios raciocínios, obscurecendo-se o coração insensato” (Romanos 1:21).

Contudo, não atentando na degradação do homem, “Deus, amou ao mundo de tal maneira que deu o Seu Filho unigênito, para que todo o que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (São João 3:16). Mediante o amor do Céu, expresso no dom de Jesus, pode o homem caído, pecaminoso e degradado, voltar ao estado elevado e glorioso do qual caiu. 

Esta restauração do homem perdido requer, porém, um novo nascimento, uma nova criação. Ao líder judeu, que O procurou certa noite, disse Jesus: “Em verdade, em verdade te digo que se alguém não nascer de novo (ou ‘de cima’, segundo outra versão), não pode ver o reino de Deus”. Nicodemos maravilhou-se das palavras do Mestre, e o Senhor lhe repetiu: “Quem não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus” (São João 3:3-5).

Este novo nascimento, é descrito por Paulo como uma “nova criação” (II Coríntios 5:17, rodapé). Uma “novidade de vida” é concedida ao indivíduo (Romanos 6:4). 

Sendo a conversão, ou o renascimento, uma nova criação, quão apropriadamente o sábado, o sinal do poder criador de Deus, se adapta aos desígnios do evangelho! Significação profunda há nestas palavras: “Disse mais o Senhor a Moisés: Tu, pois, falarás aos filhos de Israel, e lhes dirá: Certamente guardareis os Meus sábados; pois é sinal entre Mim e vós nas vossas gerações; para que saibais que Eu sou o Senhor, que vos santifica” (Êxodo 31:12, 13)

MANDAMENTO ADULTERADO

Apocalipse 13 descreve dois poderes, aos quais seu autor chama de “bestas” ou “monstros”, que vão dominar o cenário mundial no fim dos tempos. O primeiro desses poderes seria o Vaticano (que tomou o lugar da antiga Roma), e o segundo os Estados Unidos (a nova Roma). Um poder é religioso-político e o outro político-religioso. A profecia do capítulo sétimo de Daniel, no que se aplica às quatro monarquias, as divisões do Império Romano e o novo poder que surgiria em meio dessas divisões, encontrou perfeito cumprimento na História.
Atuaram sucessivamente Babilônia, Medo-Pérsia, Grécia e Roma. Esta última se dividiu. Entre seus fragmentos surgiu uma entidade nova, o papado. Entre outras características assinaladas pela profecia para a identificação deste poder, ressalta o atentado contra a lei de Deus. Segundo ensina a profecia, este novo poder pensaria em “mudar os tempos e a lei” (Daniel 7:25). Se compararmos o Decálogo original com os Dez mandamentos dos catecismos que habitualmente se difundem, imediatamente perceberemos que dele se eliminou tudo quanto diz com respeito ao culto de imagens.
Também se faz evidente que o mandamento que ordena nos catecismos “santificar domingos e festas” não é o mesmo mandamento original em que se ordena santificar o sábado e se dão os motivos para esta santificação, motivos que se reportam à criação do mundo, acontecimento muito anterior à origem do povo hebreu sobre a face de nosso planeta. Convém, porém, citar as palavras de Jesus quando ensinou: “Não penseis que vim revogar a lei ou os profetas; não vim para revogar, vim para cumprir. Porque em verdade vos digo: até que o céu e a Terra passem, nem um i ou um til jamais passará da lei, até que tudo se cumpra” (S. Mateus 5:17 e 18).
Em vista de não haver autorização divina para que se efetue qualquer mudança, por mais diminuta que seja, no Decálogo, deduz-se com simples e sólida lógica que ninguém está autorizado a emendar ou alterar qualquer mandamento, nem tampouco suprimir uma parte de qualquer um deles, ou mesmo um mandamento inteiro. Convidamos o amigo leitor para que pense em toda a imensa importância que este fato implica, uma vez que a lei de Deus foi alterada em dois de seus mandamentos.